quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dia da Educação


A Educação...

O que comemorar no dia da Educação?
O maior incentivo financeiro dado às escolas da rede pública?
Com certeza!
Mas o incentivo financeiro, sem um acompanhamento organizacional adequado, é insuficiente.É preciso não somente dar o peixe, mas ensinar a pescar!

A quase totalidade dos alunos em idade escolar dentro da escola?
Com certeza!
Mas em que condições? Com salas lotadas, condições de higiene precárias, falta de espaço adequado, sem falar no descaso existente mesmo dentro das instituições.

O aumento do número de professores com formação adequada dentro da escola?
Com certeza!
Mas ainda é pouco. Os cursos de licenciatura ainda parecem não terem descoberto a fórmula de sucesso (teoria+prática) e continuam insistindo no ensino tradicional, tão criticado como método.

Essas questões são apenas algumas das que tem relevância, mas não é possível ignorar que nunca se falou tanto em educação. A discussão é o primeiro passo para a transformação!

É preciso comemorar a evolução da educação através dos tempos, a forma com que atinge um número cada vez crescente de pessoas, em todas as idade, porque a educação é uma preocupação social e quem não teve como estudar em tempo hábil, encontra sempre espaço para aprender. Isso é positivo!

Que o dia da educação seja usado para se pensar a educação e pra refletir de que forma é possível contribuir para o crescimento e melhoria da condição social mais importante a que todos têm direito.

Ieia

sábado, 24 de abril de 2010

O sonho da estrela


Joanne sonhava em ser uma estrela de cinema. Não que já tivesse batalhado muito por isso, mas porque acreditava que tinha o dom. Saiu, naquele dia, em uma manhã de um "Doce novembro", alguns minutos adiantada. Sabia o quanto o teste era importante e queria tomar um café caprichado antes de entrar no estúdio. Sabia também que aquele era um momento crucial em sua carreira e que tudo dependia do que aconteceria naquele dia. Andou calmamente pelas ruas, sentindo o frio cortante bater em seu casaco e observou a beleza das folhas que "(E) O vento levou". Pegou uma entre as mãos e observou ao redor com a sensação de que "O silêncio dos inocentes" pairava no ar. Seguiu até a cafeteria que mais gostava e sentou-se em uma mesinha no canto. Tão logo recebeu a xícara de café que a garçonete rapidamente lhe havia trazido, um homem esbarrou violentamente em sua mesa, derrubando tudo e fazendo-a sentir-se "A mulher invisível". Naquele momento, pensou que tudo estava arruinado. Sua roupa de "Bonequinha de luxo" estava imunda e molhada e sabia que seria preciso voltar a casa e se arrumar novamente. Saiu correndo depois de desculpar o desastrado homem, que parecia um "Advogado do diabo", por umas dez vezes e saiu. Subiu as escadas pulando rapidamente dois degraus de cada vez e viu-se novamente em seu quarto, sentindo "Perfume de mulher" ainda fresco, pois não fazia mais que vinte minutos que havia saído daquele mesmo local. Tirou toda roupa e mirou-se no espelho por alguns poucos segundos, sem deixar de pensar no quanto era "Uma linda mulher". Vestiu-se com uma roupa menos espetacular, mas que ainda ressaltava toda a sua beleza quase juvenil.
Desceu as escadas correndo a procura do pai. Sabia que o pai não apoiava sua escolha profissional, mas acreditava que devia ir sempre "A procura da felicidade".
Seu pai, um homem de mais de cinquenta anos, lia calmamente o jornal em sua poltrona preferida. Apenas levantou os olhos,disse que não a ajudaria em nada, que ela não seria "Eternamente jovem" e que um dia seria tarde para procurar um emprego de verdade.
Joanne saiu furiosa, derrubando o "Candelabro italiano" que estava sobre a mesinha de centro e dando uma última olhada para aquela "Casablanca". O lugar onde nascera e crescera, mas onde sabia que não deveria voltar depois do que havia acontecido.
Seguiu as ruas novamente, dessa vez correndo. Não tinha outra alternativa, pois estava "Sem licença para dirigir" depois de um episódio em que teve o carro de seu pai guinchado. Dobrou no último trecho, que seria a sua "Rua das ilusões" e não levou mais que "60 segundos" para encontrar a porta de entrada.
O estúdio era pequeno, mas estava em ritmo crescente desde que haviam obtido um enorme sucesso de bilheteria no ano anterior. Joanne sabia que não teria como se bancar sozinha. Sabia que se não desse certo, precisaria procurar um trabalho em outra área, pois sabia que não aguentaria mais sermões sobre como era fracassada.
Quando ouviu seu nome ser chamado, sentiu "Como se fosse a primeira vez" que fazia a leitura de uma cena, mas respirou fundo, deixou seu "Instinto selvagem" falar mais alto e decidiu que era preferível ficar "A espera de um milagre" tentando, do que desistindo e ficar com a certeza de que não conseguiria.
Sua leitura foi impecável e viu que os olhos do diretor haviam ficado marejados com a sua interpretação dramática de uma cena em que a personagem, "Uma secretária de futuro", partia em uma "Busca implacável" para encontrar a cura para sua doença, precisando viver "Uma vida em sete dias".
Tão logo pronunciou as últimas palavras, o diretor veio ao seu encontro e lhe aplaudiu de pé, deixando-a "Encurralada" em um canto. Abraçou-a e disse que sua busca pela atriz para o papel havia chegado ao fim.
Joanne chorou de emoção naquele momento. Agradeceu intimamente por não estar "Entrando numa fria" e saiu para ver os últimos "Vestígios do dia". Ela sabia que ninguém poderia dizer-lhe "É pura sorte!", porque sabia o quanto era competente e o quanto havia lutado pelo seu sonho.
Curtiu alguns minutos o friozinho do fim do dia, apesar de ter passado horas a fio dentro do estúdio e sentiu-se exausta. Precisava viver o seu sonho - "Um sonho de liberdade"! Depois de algum tempo, voltou para casa. Sabia que apesar de aquele ser "Um dia especial", ainda não era capaz de viver sozinha, não tinha condições financeiras para isso,nem seu pai deixaria. Ele era complicado, mas a amava, "Acima de qualquer suspeita" e não tinha mais ninguém desde que ficara viúvo. Pediu desculpas para o pai e retomou a sua vida, agora mais feliz e com a sensação de que dali para frente sua vida não seria mais a mesma!

by Ieia

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Receita da felicidade...


Lembro de ouvir pelo menos umas mil vezes que para ser plenamente feliz não se deve deixar de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Posso dizer, hoje, que já fiz as três coisas e que a sensação de felicidade é real!

As três experiências, apesar de extremamente diferentes, possuem características comuns.

Ter um filho foi a viagem mais emocionante que já fiz. Uma viagem só de ida para a renúncia, a doação e o amor desmedido.

Plantar uma árvore é algo sublime. A simples ação de cavar um buraco e colocar uma muda dentro e depois regá-la e acompanhar seu crescimento é algo emocionante, que dá a sensação de ser importante para a realização de algo concreto e a certeza de que se está fazendo parte de algo que julga correto.

Escrever um livro é uma coisa sensacional para quem ama ler desde que se lembra. Representa o poder de transformar tudo que sempre se teve vontade, em realidade. De colocar na boca dos personagens as palavras exatas. Quem nunca ficou frustrada com o final de uma história? Com a morte de um personagem ou com as palavras de amor não ditas no momento certo? Quando se é o criador, se pode tudo... a sensação é de ser um pouco Deus! Isso mexe com os brios e dá a sensação de ser indestrutível, imortal e completamente alheio a qualquer vontade que não seja a própria.

O que une essas três ações é o substantivo "doação". Sem isso, nenhuma dessas conquistas seria possível. É preciso esforço, dedicação e amor para conseguir plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Vinha pensando em postar algo sobre o assunto desde que o registro do livro "Rosa-dos-ventos", escrito em parceria com minha cunhada, Maria, chegou. Espero que o sonho não se encerre aí. Que a muda possa crescer e virar uma linda árvore, que meu filho cresça e conquiste tudo que for importante para ele e que o livro seja publicado e que conquiste o mundo.

Sonhar não faz mal a ninguém e é melhor sonhar e tentar realizar do que não se permitir sonhar e viver na certeza do fracasso!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sinceridade...



Quando perguntadas sobre uma qualidade que julgam possuir, as pessoas tedem, por hábito, incluir coisas como a Sinceridade... Na verdade, parecem temer se expor ao dizer: eu sou livre, eu sou inteligente, eu sou gostosa, coisas assim. Parece que dizer eu sou sincero é o mesmo que não dizer nada... Alguém é realmente sincero? Nunca mente? Em hipótese alguma? Há aqueles que dirão eu jamais minto para as pessoas que amo. Jura? Tem certeza? Vamos analisar...

O seu namorado passa o dia todo na cozinha preparando um jantar especial para comemorar o primeiro ano de namoro de vocês. Você adora, além do ato romântico, saber que ele cozinha e que faz isso com sorriso estampado no rosto, é uma felicidade e esperança de que ele venha a fazer isso também durante o casamento. Aí, você janta, come tudinho como boa menina que é, e precisa responder a pergunta crucial:

- Estava bom, amorzinho?

A comida estava horrível. O que fazer? É preciso saber que se disser a verdade, poderá magoá-lo e quem sabe depois disso o namoro desande; poderá dizer que não estava boa, mas que acredita que o importante foi a intenção, correndo o risco de ele nunca mais colocar os pés na cozinha nem para ajudar a secar a louça ou pior, mandar você enfiar a intenção em um lugar inconveniente OU AINDA... você pode mentir, mesmo que isso custe você enganar a si mesma dizendo que foi só uma mentirinha... você dirá que foi a melhor comida que já comeu e terá o namorado mais feliz do planeta, só precisará arrumar desculpas para mantê-lo afastado da cozinha até concluir o curso de culinária em que você decidiu inscrevê-lo depois que jantou.

Outra situação... Sua melhor amiga, ainda em leve depressão pós-parto, acaba de dar a luz e você vai à casa dela conhecer a criança, sua afilhada. Assim que pega o bebê no colo leva um susto. A criança, com toda a certeza, é o bebê mais feio que você já viu no mundo. Perdida em seus mais profundos pensamentos, ouve suavemente a voz da, agora, comadre, perguntando:

- Então, ela não é a criança mais linda que você já viu?

Ou você diz o que realmente estava pensando e perde a afilhada, a comadre, as amigas que não te perdoarão por ter falado tal coisa, sem falar na sociedade de cidade pequena que sempre fica sabendo de tudo e que, com certeza, acabará apontando você na rua OU mente, mas mente descaradamente e diz que com certeza a criança é linda e que terá o maior orgulho de levá-la no colo até o altar no dia do batizado.

Os casos, em questão, servem para exemplificar que nós seres humanos não somos sinceros por natureza. Cabe aqui lembrar que não se compara esse tipo de mentira, àquelas em que as pessoas se beneficiam a partir do sofrimento alheio. Mentirinhas, como dizemos, não são ruins quando usadas para amenizar o sofrimento, para fazer alguém sorrir, para apoiar. O importante, antes de sair por aí transformando todos os dias em 1º de abril, é pensar... o que eu ganho ou que a pessoa ganha ouvindo essa mentira. Às vezes, contar algumas verdades é uma maldade muito grande, quando o fato já está concretizado. De que adiantaria dizer a mãe da criança que a filha é horrível e que parecia não estar completamente formado ainda? Isso não traria nenhum benefício a ninguém, só causaria mágoa.

A mentira deve seguir o mesmo preceito das coisas que falamos... devemos, antes de abrir a boca, pensar se aquilo que diremos, além de não prejudicar ninguém, contribuirá com alguém, além de nós mesmos, de alguma forma, caso contrário... CALE A BOCA!

By Ieia

sábado, 3 de abril de 2010

A Páscoa e a infância...

Dia desses ainda estava me perguntando quando foi que eu tinha deixado de acreditar no "Coelhinho da Páscoa"... Não lembro... Tentei llembrar de algum indício, mas tudo que lembro era de procurar no quarto dos meus pais, quando já sabia que eles eram os coelhos, os doces que esperava o ano todo para receber!
Que época mágica!
Hoje consigo sentir de novo a emoção através do meu filho quando me conta que viu as orelhas do coelho passando na janela da escola, ou na manhã de páscoa quando segue as pegadas do coelhinho por toda a casa até achar o ninho...
Hoje, meu filho ainda quer acreditar, mas já começou a se perguntar sobre os furos da história... já chegou em casa dizendo que uma coleguinha era boba porque disse que o coelho não existe e coisas assim... É uma pena... a fantasia é uma das incontáveis coisas que perdemos com o passar do tempo. Talvez, um pouco de fantasia no coração das pessoas tornasse o mundo menos duro... talvez...
Desejo a quem estiver lendo e a todas as pessoas que conheço que a fantasia esteja em seu coração nessa páscoa, seja através de seus olhos ou dos de uma criança e que a renovação que a religião menciona aconteça na vida de todos nós, dando lugar as coisas boas, aquelas que são, de fato, importantes na vida!
Feliz Páscoa!!!

Assunto é uma coisa engraçada...



Toda vez que penso "agora vou começar a escrever no blog diariamente, acontece que fico sem assunto". Não fico de fato sem assunto, mesmo porque estou sempre antenada em tudo que está acontecendo, mas não estou afim de falar da tragédia no Chile ou no Haiti, nem dos prováveis vencedores do Oscar, menos ainda sobre os últimos escândalos políticos recorrentes em Brasília. Quero falar sobre algo do cotidiano, sobre algo simples, mas que tenha relevância. Na falta de assunto, resolvi falar sobre a falta de assunto.

Não estou com cabeça para falar sobre nenhum sentimento, mesmo com as coisas do mesmo jeito que sempre foram, ou seja, muitos amigos, alguns inimigos e muita paciência para fazer essa cadeia andar da melhor maneira possível.

Trabalho também não é o assunto ideal para hoje, ainda mais porque me encontro em situação de caráter provisório, ou seja, com aquela sensação de que as coisas estão indo... mais para o fim que para o começo. Nem as insatisfações, comparações, inseguranças e reclamações me fazem pensar mais seriamente, nesse assunto, no dia de hoje.

Não quero saber de questões de saúde, da mais nova dieta elogiada pelos médicos australianos, nem do fato de que não vou começá-la mesmo, pelo menos não hoje. Não estou interessada na maior abóbora já colhida, nem nas plantações que foram destruídas por causa das chuvas excessivas.

Não quero falar sobre música, o mais novo funk que vai tocar nos bailes do morro e, por que não, nos grandes centros, nem pensar sobre a competência que uma pequena menina tem para ter aprendido a tocar piano sozinha antes dos 10 anos de idade, nem tampouco ouvir fofocas sobre uma cantora que é mais agraciada pelas polêmicas que incita do que por competência.

Não quero falar de futebol, da segunda rodada do campeonato gaúcho, da Libertadores, nem da Copa do Mundo na áfrica, que aliás tem muitos outros assuntos mais importantes e urgentes para serem destacados.

Não quero falar de nada, nem sei porque estou escrevendo... é isso que dá ficar sem assunto!

By Ieia

BBB... e outras considerações...



Falar de Big Brother é algo que não é novidade. Nem mesmo a variedade de opiniões sobre o tema.

Algumas coisas são engraçadas... As pessoas, que se julgam superiores, tendem a menosprezar o programa. Talvez, uns 30% desses realmente não curtam o que veem; os outros 70%, acham necessário fazer tipo. "Eu não vejo esse tipo de programa, é a degradação completa da sociedade, só gente sem cultura gosta de ver um bando de bobo como aqueles", entre outras.

Nunca me esqueço que no segundo ano da Faculdade de Letras, um professor da disciplina de Ética e Literatura, propôs que a turma escrevesse sobre o programa, que estava, então, em sua primeira edição. Sem mentira, de uma turma de mais de 30 alunos, eu fui a única que não menosprezei o programa. Na época, meu professor fez o discurso inicial da aula seguinte, falando a respeito do que tinha lido em nossos textos. Ele disse que alguns pareciam não gostar do programa e tinham seus motivos reais para tanto, mas que outros somente criticaram por se tratar de algo popular, ressaltando que esse tipo de programa faz com que as pessoas não sejam cultas e outras barbaridades.

Ele pediu para ler um dos textos, o meu, e fez vários comentários positivos. Pena não tê-lo mais em mãos. O meu texto não era um elogio ao BBB, nem tampouco um convite a enriquecer-se culturalmente. Eu apenas bati na tecla de que sem cultura são aqueles que não leem nada, não vivenciam coisas novas, não ouvem boa música, não admiram a beleza em suas mais variadas configurações, mas que tem orgulho em não assistir ao programa; melhor seria ler jornal, revista e vários livros ao ano, participar de palestras e se reciclar com cursos de aprendizagem e mesmo assim, ser suficientemente segura de dizer... eu assisto o BBB.

Eu não gosto de julgamento preconceituoso e acho ridículo quando as pessoas querem humilhar outras por qualquer divergência de opinião. Ver BBB não é crime, é diversão e gosto não se discute, mas é claro que a vida não é só isso... e em nenhum momento eu diria que o programa é melhor que um livro, por exemplo, até por que isso seria uma enorme mentira... mas uma coisa não exclui a outra... não existe regra que diga: se você é inteligente não assista! Inteligente é quem se preocupa mais com a própria vida do que aqueles que precisam ridicularizar para tornar menos medíocre sua existência.

by Ieia

Leituras de 2010...



Um ano novo começando... é hora de atacar o acervo de casa para reler os livros preferidos, hora de ler os que ganhei do Papai Noel, além de ficar atenta as promoções que sempre pipocam nessa época festiva do ano para adquirir novas obras...

A seguir.. as leituras de 2010... vou colocando na lista os que já foram lidos...

1) SMITH, L.J. Diários do vampiro - O despertar. 6.ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009.

2) SMITH, L.J. Diários do vampiro - O confronto. 6.ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009.

3) BERRY, Steve. O terceiro segredo. Rio de Janeiro: Record, 2005.

4) DEFOE, Daniel. Contos de fantasmas. Porto Alegre: L&PM, 1997.

5) PELLEGRINI, Domingos. A árvore que dava dinheiro. São Paulo: Ática, 2002.

6) ROWLING, J.K. Harry Potter e o cálice de fogo. Rio de Janeiro, Rocco, 2001.

7) MCCAIG, Donald. O clã de Rhett Butler. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.

9) CAPARELLI, Sérgio. A giboia Gabriela. 18.ed. Porto Alegre: L&PM, 2003.

10) DINORAH, Maria. Poesia sapeca. 9.ed. Porto Alegre: L&PM, 2007.

11) ZIRALDO. Os dez amigos. São Paulo: Melhoramentos, 2008.

12) VON, Cristina. A boca. 2.ed. São Paulo: Callis, 2009.

13) FURNARI, Eva. Assim assado. São Paulo: Uno, 2009.

14) GRIBEL, Christiane. Com a pulga atrás da orelha. 2.ed. São Paulo: Salamandra, 2005.

15) PROULX, Annie. O segredo de Brokeback Moutain. Rio de Janeiro: Intrínseca,2006.

16) PULLMAN, Philp. A luneta âmbar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

17) LARSSON, Stieg. Os homens que não amavam as mulheres. São Paulo: Companhia das letras, 2008.

18) CAST, P. C., CAST, Kristin. Traída. São Paulo: Novo Século, 2009.

Poema escrito para o concurso municipal "Poemas de Natal" - 20/12/2009


Tempo de Natal...

Natal é tempo de festa
de alegria, luz e contentamento
de arte, cor e beleza
do mais puro encantamento.

Mas Natal não é só isso
é algo muito mais profundo
é um estado de graça
que toma conta do mundo.

É tempo de reviver na memória
Aquele que nasceu para ensinar
que não há nada mais importante
que a todas as pessoas amar.

É tempo de estender a mão
de respeito e reflexão
de colocar-se no lugar do outro
de praticar a compaixão.

É tempo de olhar pra dentro
de pensar no que fez no ano
de tentar achar um novo começo
de ser, de fato, humano.

É tempo de renovar amizades
de humildade, de comunhão
de ajudar a quem precisa
de colocar nos olhos o coração.

A única coisa que é triste
e só o que faz mal
é que não pode todo dia
ser dia de Natal.

Memória de leitor...



Minha experiência no mundo da leitura

Ler é algo que aprendi no mesmo ritmo que qualquer criança da minha idade, o que me diferenciava delas era a paixão pelos livros, o que desde o início fez parte da minha vida e deixou a certeza de que seria para sempre.

Ainda nos meus primeiros anos tive a influência de alguém que desempenhou um importante papel na minha relação de amor com os livros. Meu avô me ensinou a importância do lúdico, do brincar, seja com os incontáveis jogos e brincadeiras, seja com os inesquecíveis versos, quadrinhas, trava-línguas, rimas, adivinhas, canções e causos. Com ele, aprendi que a língua que falamos oferece diversas possibilidades e que brincar com as palavras é uma forma de brincar com a vida. Na infância, associar leitura ao prazer era garantia de sucesso.

Quando ingressei na escola, via os livros com fascinação, principalmente as ilustrações, que permitiam viajar por um mundo novo - o mundo dos livros. Naquele momento, as histórias que antes eram contadas oralmente, passaram, também, a ser percebidas através da visão, o que trazia uma série de novas possibilidades e atrativos.

No ano seguinte, durante uma visita de um vendedor de livros à escola, eu descobri o que era desejar alguma coisa. Eu queria muito comprar um livro e foi com esperança que levei um bilhetinho para casa para pedir a meus pais que me deixassem comprar. Meus pais deram o dinheiro que havia sido requisitado e, no dia seguinte, tive uma experiência que até hoje lembro com carinho, comprei meu primeiro livro, o primeiro de muitos. O nome da história era “Outra combinação”, de Lúcia Pimentel Góes, e contava a história de uma menininha muito curiosa que acreditava ser capaz de resolver muitos problemas fazendo pequenos ajustes na vida das pessoas, como dar um carro grande para uma grande família e um pequeno para quem tinha uma família pequena. O livro ainda está guardado no escritório da minha casa junto com tantos outros e, hoje, por vezes, leio-o para o meu filho, na vontade de sentir a emoção que senti ao ler o meu livro pela primeira vez. Nesse mesmo ano, lembro das visitas à biblioteca da escola, dos primeiros livros retirados e das incríveis horas do conto com a professora de artes.

Nos anos seguintes, descobri que ir à biblioteca somente uma vez por semana não era suficiente. Foi então que comecei a frequentar a biblioteca com assiduidade - pegava um livro tão logo terminava de ler o anterior.

Durante todo Ensino Fundamental, consegui ler tudo o que tinha na biblioteca, que fosse próprio para a minha idade.

O Ensino Médio foi cursado em outra escola, que tinha como atrativo uma nova biblioteca, cheia de novos livros para serem folheados.

Nesse período já passava a ser mais disciplinada com a rotina de leitura que me impunha. Procurava, religiosamente, ler três livros por semana. Foi nesse tempo, que tive certeza de que pretendia estudar Letras na faculdade, com o intuito de conhecer ainda mais sobre os livros.

A faculdade foi uma experiência incrível. Apesar de ter que dividir o tempo de estudo entre o estudo da língua e o estudo da literatura, pude conhecer incontáveis autores, livros extraordinários, aprendi a refletir, a interpretar, a ler os sinais, os símbolos, o implícito, o pressuposto.

Já faz quatro anos que concluí a graduação e até hoje mantenho a mesma disciplina em relação à leitura. Hoje, me obrigo a ler cem livros todo ano, dos mais variados estilos. As vezes, releio algum livro que sempre me emociona como “A casa dos espíritos”, de Isabel Allende. Em outras, me forço a conhecer novos autores, o que por vezes vale a pena, por vezes, não.

Meus interesses de leitura não são diferentes hoje, do que eram quando entrei em uma biblioteca pela primeira vez. Ainda acho que tudo é fascinante se contado por alguém que saiba fazê-lo. Leio clássicos, biografias, livros juvenis, literatura histórica, obras infantis, de tudo um pouco. Considero que toda leitura é válida quando desperta prazer.

Hoje, já frequento pouco as bibliotecas, frequento mais as livrarias. Hoje posso comprar os livros que tanto gosto, mas jamais esquecerei do primeiro livro que li, da primeira vez que entrei em uma biblioteca e dos versos que meu avô recitava durante a minha infância e, o mais importante, da sensação que todas essas coisas causaram.

Os livros são parte de mim. Com eles, viajo por lugares reais e imaginários, conheço culturas, experimento sensações, amo, odeio, reflito, sofro, vivo várias vidas que não são minhas, mas que deixam marcas profundas na minha alma - alma de leitor.

by Ieia

11/09/2009 Livros lidos em 2009...

Vou atualizando a lista....

1) CAMP, Candace. A mansão dos segredos. Rio de Janeiro: Harlequim, 2006.

2) KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura - teoria e prática. 8.ed. Campinas: Pontes, 2001.

3) STEEL, Danielle. O fantasma. Rio de Janeiro: Record, 1999.

4) BUSHNELL, Candace. Sex and the city. 8.ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.

5) BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola - o que é e, como se faz. 5.ed. São Paulo, Loyola, 1998.

6) TAJES, Cláudia. As pernas de Úrsula e outras possibilidades. 2.ed. Porto Alegre: L&PM, 2002.

7) MEYER, Stephenie. Crepúsculo. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008.

8) BRAGA, Regina Maria; SILVESTRE, Maria de Fátima Barros. Construindo o leitor competente. São Paulo: Peirópolis, 2002.

9) RUPPENTHAL, Tailon. Um soldado brasileiro no Haiti. São Paulo: Globo, 2007.

10) FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. 4.ed. Rio de Janeiro: Bestbolso, 2008.

11) DIONÍSIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros Textuais & Ensino. 2.ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.

12) JOLIBERT, Josette. Formando Crianças Leitoras. Porto Alegre: Artmed, 1994.

13) VIEIRA, Isabel et al. Enquanto meu amor não vem. São Paulo: Saraiva, 1998.

14) LEDUR, Paulo Flávio; SAMPAIO, Paulo. Os pecados da língua. 3.ed. Porto Alegre: AGE, 1994.

15) FOUCAMBERT. Jean. A criança, o professor e a leitura. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

16) ESOPO. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2006.

17) SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos.11.ed. São paulo: Globo, 2001.

18) KLEIMAN, Angela. Texto & Leitor - Aspectos cognitivos da Leitura. 7.ed. Campinas: Pontes, 2000.

19) SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

20) PIZANI, Alícia Palacios de. Compreensão da leitura e expressão escrita. 7.ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

21) KAUFMAN, Ana Maria; RODRÍGUEZ, Maria Helena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre: Artmed, 1995.

22) PILCHER, Rosamunde. O dia da tempestade. 2.ed. Rio de Janeiro: Bestbolso, 2008.

23) STEEL, Danielle. Klone e eu. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

24) SENATE, Melissa. Procura-se um namorado. Rio de Janeiro: Harlequin, 2006.

25) MEYER, Stephenie. Lua Nova. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008.

26) POLIZZI, Valéria Piazza. Depois daquela viagem. São Paulo: Ática, 2007.

27) ALLENDE, Isabel. A cidade das feras. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.

28) RIBEIRO, Ormezinda Maria. Janelas na construção da leitura. Uberaba: Vitória, 2006.

29) ROWLING, J.K. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.

30) MARINHO, João Carlos. O caneco de prata. São Paulo: Global, 2008.

31) CARRASCO, Walcyr. Em busca de um sonho. São Paulo: Uno, 2008.

32) ROWLING, J.K. Harry Potter e a Câmara Secreta. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.

33) CARROLL, Lewis. Aventuras de Alice no país das Maravilhas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

34) MEYER, Stephenie. Eclipse. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.

35) OLIVEIRA, Santos de. A Inspetora e o Quarto Secreto. Rio de Janeiro: Ediouro, 1975.

36) CAST, P.C; CAST, Kristin. Marcada. São Pulo: Novo Século, 2009.

37) HOSSEINI, Khaled. A cidade do sol. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

38) PULLMAN, Philip. A bússola dourada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

39) KIEFER, Charles. Quem faz gemer a terra. 3.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993.

40) ROWLING, J.K. Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.

41) SCLIAR, Moacyr. A mulher que escreveua Bíblia. São Paulo: Companhia das letras, 2002.

42) PULLMAN, Philip. A faca sutil. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

43) VICENTE, Gil. Auto da barca do inferno / Farsa de Inês Pereira / Auto da índia. 5.ed. São Paulo: ática, 2003.

44) GRISHAM, John. O recurso. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.

45) GROGAN, John. Marley & Eu: a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo. São Paulo: Prestígio, 2006.

46) DILL, Luís. Letras finais. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2008.

47) BANDEIRA, Pedro. A marca de uma lágrima. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2003.

48) DILL, Luís. De carona com nitro. Porto Alegre: Arte e ofícios, 2009.

49) BOJUNGA, Lygia. O meu amigo pintor. 22.ed. Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2006.

50) GOMES, Dias. O santo inquérito. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.

51) SALINGER, J.D. O apanhador no campo de centeio. 14.ed. Rio de Janeiro: Editora do autor, 2001.

52) APPLEGATE, Katherine. O amor pode esperar. São Paulo: Ática, 2001.

53) STEEL, Danielle. O fantasma. Rio de Janeiro: Record, 1999.

54) RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. 16.ed. Rio de Janeiro: Record,1994.

55) SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos. 11.ed. São Paulo: Globo, 2001.

56) SARAIVA, Juracy Assmann. Narrativas verbais e visuais. São leopoldo: Unisinos, 2003.

57) MEYER, Stephenie. Amanhecer. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.

58) ALLIENDE, Felipe; CONDEMARÍN, Mabel. A leitura - Teoria, avaliação e desenvolvimento. 8.ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.

59) CAMÕES, Luis de. Sonetos. Porto Alegre: Klick, 2001.

60) AZEVEDO, Ricardo. Contos de enganar a morte. São Paulo: Ática, 2005.

61) BYRNE, Rhonda. O segredo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.

62) BAGNO, Marcos. A língua de Eulália. São Paulo: Contexto, 2000.

63) MARQUEZ, Gabriel García. Crônica de uma morte anunciada. Rio de Janeiro: Record, 1981.

64) ESOPO. Fábulas de Esopo. Porto Alegre: L&PM, 2001.

65) STEEL, Danielle. Galope de amor. 9.ed. Rio de Janeiro, 1996.

66) LINSINGEN, Luana Von; RIOS, Rosana. O botão grená. São Paulo: Saraiva, 2000.

67) FOUCAMBERT. Jean. A leitura em questão. Porto Alegre: Artmed, 1994.

68) LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo. 10.ed. São Paulo: Ática, 2001.

69) ZOLA, Émile. Germinal. São Paulo: Cia das letras, 2001.

70) ALENCAR, José de. Senhora. Porto Alegre: Klick, 2000.

71) ALIGHIERI, Dante. A divina comédia. São Paulo: Nova Cultura, 2003.

72) SENATE, Melissa. Procura-se um namorado - última chamada. Rio de Janeiro: Harlequin, 2006.

73) KLEIMAN, Angela. Texto e leitor. 7.ed. Campinas: Pontes, 2000.

74) PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. 3.ed. São Paulo: Ática, 2000.

75) SOARES, Ricardo. Dia de submarino. São Paulo: Moderna, 1997.

76) ALENCAR, José de. O gaúcho. São Paulo: Ática, 1978.

77) RANGEL, Mary. Dinâmicas de leitura para sala de aula. 18.ed. Petrópolis: Vozes, 1990.

78) LOPES, Maria da Glória. Jogos na educação. 3.ed. São paulo: Cortez, 2000.

79) ROCHA, Ruth. Almanaque Ruth Rocha. São Paulo: Ática, 2008.

80) CAPARELLI, Sérgio. Vovô fugiu de casa. 19.ed. Porto Alegre: L&PM, 2001.

81) QUEIRÓZ, Eça de. O crime do padre Amaro. 15.ed. São paulo: Ática, 2004.

82) DOSTOIÉVSKI. Crime e castigo. São Paulo: Nova Cultura, 2003.

83) CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote. São Paulo: Nova Cultura, 2003.

84) LADEIRA, Julieta de Godoy. Lobo-do-mar no supermercado. 3.ed. São Pulo: Scipione, 1989.

85) BARRETO, Lima. Clara dos anjos. 13.ed. São Paulo: Ática, 1999.

86) FERREIRA, Martins. Como usar a música na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.

87) GUIMARÃES, Bernardo. A escrava Isaura. 28.ed. São Paulo: Ática, 2002.

88) ALMEIDA, Manuel de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Klick, 1999.

89) AMADO, Jorge. Capitães de areia. 96.ed. Rio de Janeiro: Record, 1999.

90) KATO, Mary. O aprendizado da leitura. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

91) MACEDO, Joaquim Manuel de. A luneta mágica. São Paulo: Ática, 2002.

92) JOUVE, Vincent. A leitura. São Paulo: Unesp, 2002.

93) MELCHIOR, Maria Celina. Da avaliação dos saberes à construção de competências. Porto Alegre: Premier, 2003.

94) GARCIA, Edson Gabriel. A leitura na escola de 1º grau. São Paulo: Loyola, 1999.

95) ZILBERMAN, Regina. A literatura no Rio Grande do Sul. 3.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1992.

96) HARRIS, Thomas. Hannibal. 6.ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

97) TOLKIEN, J.R.R. Roverandom. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

98) KOCH, Ingedore G. Villaça. Argumentação e linguagem. 5.ed. São Paulo: Cortez, 1999.

99) HOMERO. Odisséia. Guarulhos: Germape, 2003.

100) VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sexo na cabeça. 8.ed. Porto Alegre: L&PM, 1995.

By Ieia

Domingo é dia de Cinema - 07/09/2009

A última vez que havia ido ao cinema foi para ver "Indiana Jones e a caveira de cristal", ou seja... faz um bom tempo. Ontem, junto com minha família, decidi dar uma olhada no que estaria em cartaz. Como o meu filho tem somente 6 anos, as possibilidades eram um tanto quanto limitadas. Entre as opções: A pedra mágica - mais um filme em que crianças são salvas por algum elemento mágico, nesse caso, uma pedrá que realiza os desejos de quem a possui OU UP - Altas aventuras, o novo desenho da Disney Pixar - do diretor Pete Doctor.

O filme da Pixar é mais um sucesso! A história é realmente original e o efeito 3D dá mais destaque ainda. As personagens são um tanto inusitadas: Um velho rabugento, um menino escoteiro bastante falante e carente de atenção, Kevin - uma ave rara bastante divertida e um cahorro que usa uma coleira que o permite falar o que está pensando!

Carl Fredricksen é um homem de mais de 70 anos que vive amargurado na casa que dividia com a mulher Ellie. Ela morrera por causa de uma doença e ele acabau criando um vínculo maior ainda com a casa como sendo a representação do sonho que viveram juntos. Como casal sonhavam em ter uma casa na América do sul, ao lado de uma linda cachoeira que admiravam em um recorte de jornal.

A casa de Carl e Ellie está no meio de construções gigantescas e é de interesse dos engenheiros envolvidos comprar a casa. Quando Carl perde a cabeça e agride um homem que tirou sua caixa de correio do lugar, o tribunal decide mandá-lo para um asilo.

Na manhã em que deveria ir para o asilo, Carl prende uma infinidade de balões de hélio em sua casa, que sai flutuando em direção a realização do sonho de chegar a cachoeira com a qual Ellie e Carl sonhavam.

Com a casa em pleno voo, Carl tem uma grande surpresa: Russel, um escoteiro falante que há dias batia em sua porta tentando ajudá-lo como tarefa para conquistar uma medalha, estava em sua varanda. Juntos eles terão que levar a casa ao lugar pretendido em meio a uma série de aventuras , incluindo um bando de cahorros que falam e um maluco que deseja capturar Kevin para se inocentar de falsário.

Carl precisa muito mais que desafiar inúmeros perigos, precisa descobrir que ainda vive - que não é só uma lembrança da vida que teve com Ellie. Precisa seguir suas próprias aventuras - assim como escrevera Ellie no livro de aventuras que mantinham: "Carl, obrigado pela aventura, agora vá para a próxima. Com amor, Ellie".

A animação é, com certeza, uma ótima pedida para crianças e adultos, com ótimas piadas, personagens divertidos, cores exuberantes, elementos surpresas e tudo que se puder esperar de um sucesso Disney-Pixar.

by Ieia

27/08/2009

Meu filho Gustavo tem, agora, 6 anos de idade. Começou a ler no último verão e já lê qualquer tipo de letra(bastão, cursiva...) e adora, também, não poderia ser diferente... Decidi registrar também o seu histórico de leitura. Hoje ele leu seu segundo livro sozinho e achei que seria interessante poder guardar de recordação o nome de seus primeiros livros lidos. As referências são as seguintes:

1) BELLINGHAUSEN, Ingrid Biesemeyer. O mundinho. 5.ed. São Paulo: DCL, 2003.

2) VILLELA, Bia. Era uma vez um menino travesso... São Paulo: Escala Educacional, 2005.

3) REIS, Lúcia. O gato pirado. 6.ed. São Paulo: Paulinas, 2007.

4) FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo. A volta ao mundo. 7.ed. São Paulo: Ática, 2005.

5) NUCCI, Nely A. Guernelli. O atraso. 11.ed. São Paulo: Paulinas, 2007.

6) SN. Maçãzinha vai à escola. São Paulo: DCL, 1997.

7) GÓES, Lúcia Pimentel. Buraco de Formiga, Buraco de Tatu. São Paulo: Editora do Brasil, 1986.

8) ROBB, Jackie; STRINGE, Berny. A história do Plâncton. São Paulo: Ática, 2003.

9) ORTHOF, Sylvia. Maria-vai-com-as-outras. São Paulo: Ática, 2003.

10) ZIRALDO. O joelho juvenal. 20.ed. São Paulo: Melhoramentos, 2000.

11) COUTINHO, Luiz Carlos. A última flor amarela. Porto Alegre: L&PM, 2002.

12) S.N. O bicho-papão. Santa Catarina: Vale das letras, 2005.

13) JUNQUEIRA, Sonia. Uuuhhh! Belo Horizonte: Formato Editorial, 1995.

14) SCIEZKA, Jon. A verdadeira história dos três porquinhos. São Paulo: Companhia das letrinhas, 2002.

15) ZIRALDO. Rolim 20.ed. São Paulo: Melhoramentos, 2000.

16) MOSES, Brian; GORDON, Mike. Deixa que eu faço! São Paulo: Scipione, 1999.

23/08/2009 - Acelera Rubinho...

RUBENS BARICHELLO DO BRASIL

Gosto muito de Fórmula 1, desde os gloriosos dias em que Senna atropelava qualquer obstáculo para conseguir a vitória. Depois da morte do maior ídolo brasileiro no esporte, tive, como a maioria dos brasileiros, que aprender a me contentar e mais, me acostumar a não ganhar sempre. Nos últimos anos, foram 9 vitórias do Rubinho e outras 11 de Felipe Massa.

A corrida de hoje tinha tudo para ser demais - pelo menos no quesito emoção, já que seria a primeira em que Massa não disputaria, já que ainda se recupera do acidente que ocorreu na última corrida, quando uma peça do carro de Rubinho soltou-se e acertou o capacete de Massa. Entretanto, nem o mais otimista pensaria em tanta emoção.

Na corrida dessa domingo, o GP da Europa, na cidade de Valência, Rubens Barichello subiu ao lugar mais alto do pódio depois de uma corrida impecável: foram 57 voltas de superação, com um trabalho, dessa vez, diga-se de passagem, impecável da equipe.

Com a vitória desse domingo, Rubinho totalizou 10 vitórias na carreira e mais impressionante... o Brasil venceu a sua corrida de número 100. Vitórias conquistadas por pilotos como Rubinho, Massa, Senna, Piquet, Émerson, entre outros.

O mais bonito, foi a homenagem de Rubinho a Felipe - tanto em seu capacete,através de um desenho e uma mensagem de apoio ao amigo quanto no discurso depois da corrida. Outro ponto alto foi a emoção de Rubens no pódio - lugar em que espero vê-lo ainda outras vezes!!!

Ieia

Mais uma reflexão sobre leitura... 15/08/2009

Meu filho Gustavo, de seis anos, tem a mesma paixão pela leitura que eu tenho.Já lemos muitos livros juntos e, ultimamente, ele tem lido para mim também ... o que é sempre uma emoção fantástica. Temos muitos livros em casa e gosto quando posso ler pra ele os mesmos livros que descobri com imenso prazer na infância.

Hoje, terminamos de ler o livro "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carrol e foi mágico me ver remetida ao tempo em que estava na escola e conheci as "maluquices" da pequena Alice... é um livro mágico... Alice dá voz a sua imaginação e nos faz viajar ao universo fantástico do faz de conta - em que tudo é possível e nada é previsível! Alice é a criança que está desaparecendo... que imagina, que sonha, que acredita... hoje em dia, as crianças, muitas vezes, não tem tempo para o mágico, para o sonho... as crianças vivem em um tempo de casas trancadas, pátios cercados, medo, dor... Alice representa a infância ideal... da criança que deita sob uma árvore e é capaz de sonhar...

Espero que meu filho tenha não só a minha experiência com a leitura... que é maravilhosa com certeza... espero que tenha a experiência de ser criança como Alice... que possa correr pelo jardim, conversar com os animais, sorrir, conhecer pessoas, lugares, o mundo... outros mundos... Que ele possa viver no país das maravilhas!

Ieia

09/08/2009 - Dia dos pais

O dia dos pais pra mim... nunca é fácil... mesmo depois de 10 anos... Talvez tenha melhorado um pouco depois que tive um filho porque ele tem um pai maravilhoso. Mesmo assim, é sempre um dia pra pensar no pai da gente e o que mais entristece é que com o passar do tempo a gente percebe que as lembranças são poucos, afinal, só convivi com ele por 18 anos...

Quando acordei, pensei em escrever algo que representasse meu sentimento real... lembrei então de um texto que escrevi na ocasião da morte dele... naquele momento, eu, meu irmão, minha mãe e minha irmã, organizávamos um dvd com fotos e imagens dele para guardar de recordação... então o texto, em meu nome e de meus irmãos, serviria para dar fechamento ao vídeo... decidi colocá-lo na íntegra:

PAI...

Tu foste um modelo de pai!

Sendo exigente consigo mesmo e tão relevante conosco.

Às vezes, sendo duro consigo e nos impedindo de sermos conosco e com os demais.

Se privando das coisas para que nos pudéssemos fartar das mesmas.

Sendo sincero e carinhoso nos momentos de incertezas; animado e engraçado nos momentos de comemoração.

Sendo orgulhoso com nossas conquistas; e forte, muito forte, nos momentos de dor e dificuldade.

Nos ensinando a andar, admirando nossos primeiros passos e todos os demais em busca do que amamos e achamos digno de conquista.

O principal é que tu nos fez crescer te amando e admirando, fazendo com que a cada dia tivéssemos mais orgulho de sermos teus filhos!

É assim que te vemos e queremos continuar vendo sempre... onde quer que tu estejas...

Ieia

Sempre aprendendo - 31/07/2009

Sou uma eterna curiosa... tenho interesse por muitas coisas, pelos mais variados temas e adoro ler a respeito de tudo... A língua portuguesa me fascina... em nome desse amor escolhi minha graduação, sou formada em Letras (Licenciatura plena) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Sou também professora de Língua Portuguesa por esse motivo... Leio regularmente, escrevo com a mesma frequência, seja em diários, blogs, e-mails... às vezes escrevo por escrever... já cansei de preencher páginas e mais páginas emendando conversas que ouço na televisão... fazia isso no carro quando era criança e ia com a família para a praia... era legal ler depois e ver quantas coisas engraçadas surgiam quando se emendavam as conversas...

Ainda pequena, achava o máximo as palavras engraçadas que meus avós utilizavam para descrever as coisas e situações, como por exemplo: Bezuntar (passar o protetor solar ou um creme qualquer), Churrio, andaço ou desarranjo (Diarréia), Fatiota (roupa), entre tantas outras... Cheguei até a criar um dicionário com essas expressões. O interessante era descobrir que muitas daquelas palavras constavam no dicionário, apenas eram pouco usadas... eram resquícios de uma língua em constante mudança...

Outra coisa que tenho costume de fazer é procurar palavras aleatoriamente no dicionário para melhorar o vocabulário. Semana passada vi meu filho lendo o meu "Aurelião" e me surgiu uma idéia. Achei que seria interessante escrever aqui no blog as palavras que escolho com o intuito de conhecer novos significados. É uma sugestão de atividade bastante interessante que as pessoas deveriam fazer. As palavras de hoje são as seguintes:

Catitice: Elegância no trajar; catitismo.

Catiripapo: Golpe ou empurrão rápido e leve.
Fateixa: Gancho ou arpão com que se tiram objetos do fundo do mar.

By Ieia

A relatividade do tempo - 30/07/2009

O que torna o tempo longo? O tempo curto? Para ambas as respostas é preciso dizer que... depende... depende do que se faz nesse tempo e do que se deixa de fazer...

Estava pensando nisso durante essa semana.. hoje, 30/07/09 faz 10 anos que meu pai morreu. É impressionante como esses 10 anos passaram rápido. A presença dele é ainda tão forte, que parece que faz bem menos tempo. Tentei, então, pensar nas coisas que ele não viu nesses 10 anos... tanta coisa aconteceu... pessoas também se foram... não conheceu um dos genros, não me levou ao altar, não vivenciou o nascimento de nenhum dos 5 netos, não viu os filhos concluirem a faculdade, nem tampouco a filha mais velha ingressar no ensino superior, não assistiu a nenhuma das formaturas da faculdade, não riu, não chorou, não jogou cartas, não viajou, não fez churrasco com a família, não pescou, não caminhou na praia, não tocou violão, não passeou com o cachorro, nem viu um único jogo de futebol pela tevê, aliás não viu seu time do coração ser campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes, não conversou com os amigos, não tomou chimarrão, não contou histórias, não ouviu histórias, não leu, não deitou na rede no fim do dia, não planejou inúmeras reformas na casa, não cantou, não tomou banho de mar, não amou, mas foi amado... 10 anos não apagam o amor que sinto pelo meu pai...

O que me resta são as lembranças de tudo que ele fez quando esteve comigo... do pai maravilhoso que ele foi e tudo que ele representa pra mim até hoje. Gostaria que ele estivesse vivo e que pudesse ver a família incrível que ele formou.. com irmãos que se amam e que são amigos acima de tudo. Tenho certeza de que ele teria muito orgulho disso!!!

Que, esteja onde estiver, ele esteja sorrindo...

Ieia

Refletindo...

No último final de semana, li o livro "Depois daquela viagem", de Valéria Piazza Polizzi. A autora conta sua própria experiência de conviver com o vírus da aids, em uma época que se tinha quase nenhuma informação sobre a doença e o preconceito e a ignorância eram imensos. Valéria pegou aids do primeiro namorado. Ela estava apaixonada e cedeu as investidas dele, que dizia que camisinha não era coisa de homem e, aos 16 anos de idade, naquela época, não tinha argumentos contrários a oinião dele.

Muitos anos depois, é possível dizer que as coisas já não são mais como eram. O preconceito ainda existe, mas já se conhecem as formas de transmissão da doença, além disso, sabe-se que não são portadores somente gays e viciados em drogas. O perigo está em todo lugar!

Entretanto, uma coisa ainda continua igual... a relação da escola com a doença, que continua quase inexistente. A escola torce para que nunca tenha casos da doença, enquanto os "casos" torcem para não serem descobertos, porque sabem o preconceito que os aguarda. É compreensível a posição da escola, no que tange à preocupação com os demais alunos, mas essa preocupação deveria transformar-se em conscientização - a escola é o melhor transmissor de ideias que o jovem pode ter.

A escola precisa parar de fazer de conta que os adolescentes não fazem sexo. Eles fazem e os que não fazem pensam em fazer. Seria importante que os professores abordassem o tema "sexualidade" com o respeito que merecem e se não forem gabaritados o suficiente, ou não se sentirem confortáveis em tratar de assuntos tão íntimos, a escola deveria promover debates e/ou seminários com pessoas especializadas.

O jovem precisa pensar a respeito das coisas que faz e saber que suas ações tem consequências, que podem ser boas ou ruins, e no caso do sexo, precisa saber que pode ter somente prazer, se tomar as precauções adequadas. O jovem esquece... e na era da informação imediata através dos meios tecnológicos em constante evolução, a escola não se posiciona, na maioria das vezes, por considerar que não é por falta de informação que o jovem deixará de se prevenir. Mas o que o jovem olha quando acessa a internet, por exemplo? Sites educativos sobre sexualidade? Mais fácil a pornografia... Ele precisa entrar em contato com a informação e a escola precisa começar a fazer o seu papel de educar para a vida.

By Ieia


20/07/2009 - DIA DO AMIGO

Dia do Amigo!!!

Adoro o dia 20 de julho - acho que em meio a tantas datas comemorativas sem sentido, essa representa algo realmente importante: a amizade!

Cultivo muito bem dos meus amigos... tanto que meus melhores amigos são do tempo do colégio... algumas amizades já somam mais de 20 anos e, com algumas delas continuo me encontrando uma vez por semana (sempre que dá) pra tomar um chimarrão e jogar conversa fora...

Algumas amizades vão embora e deixam um vazio em nosso coração... como minha amiga Nanda, que casou e foi morar na capital... sábado vem tomar um chimarrão com a turma! A saudade existe, mas tentamos não perder o contato!

Alguns amigos são inesperados... às vezes alguém que não era "tão" amigo assim no passado, como minha amiga Daia - grande amiga, de enorme coração, aparece e muda a história, a nossa história! Me ajuda a manter a turma unida!

Minha melhor amiga do colégio, desde pequenininha, ainda é minha grande amiga... Deia... tão diferente de mim... eu morena, ela loira, eu das letras, ela dos esportes, eu colorada, ela gremista... mas tão parecida no que diz respeito ao sentimento de amizade... ambas acreditamos que amizades devem ser eternas e batalhamos para fazer disso uma verdade!

Minha amiga Cassi é um achado... vivíamos nos esbarrando pelo centro e um dia resolvemos marcar uma janta com os maridos... a amizade já dura 6 anos e agora ganhei a minha afilhadinha Mariana, que é um amor!

Minha amiga Paula... é também minha prima... irmã de alma... já éramos amigas na barriga de nossas mães... crescemos como amigas, colegas, vizinhas, primas... acrescentamos ainda... comadres (cada uma foi madrinha do casamento da outra e ela é madrinha do meu filho... falta fazer uma afilhadinha pra mim...)!

Algumas amizades nem esperamos que venham a acontecer... como a amizade com os irmãos e cunhados... Meus irmãos e cunhados são meus grandes amigos... incentivadores e pessoas por quem tenho imenso respeito e amor...

Amigo é isso... um pedacinho da gente fora da gente!

Ieia

Brincando com as palavras...

Qualquer coisa...

A morte da bezerra causou comoção na cidade Popular e mesmo não adiantando chorar sobre o leite derramado, muitos decidiram prestar suas últimas homenagens a tão subserviente ser... Diziam as más línguas, que desde os tempos do Ariri Pistola, a bezerra já sustentava a família que servia. Era moça ainda, mas a morte não escolhe idade e cada coisa a seu tempo... Foi-se a pobre Bezerra, deixando o dono, desconsolado. Para ele, era melhor assim, Deus a deu, Deus a levou, não gostaria de ver o bichinho se acabando aos poucos, antes a morte que tal sorte.

Cansado de sofrer, de chorar as pitangas, resolveu dar ouvidos a alguns amigos da onça com línguas de trapo, daqueles que se morder a língua morrem por causa do veneno. Para eles, o desconsolado deveria mandar tudo às favas, entender que há males que vem para o bem e recomeçar sua vida. Já tinha vivido tempo demais com cara de paisagem, precisava realmente viver a vida como manda a bíblia: esquecer da bezerra e achar uma mulher de verdade, daquelas pra duzentos talheres.

A tarefa era mais difícil que achar agulha no palheiro, mais perigosa que cutucar onça com vara curta, mas os amigos insistiam que enquanto há vida há esperança e que Deus escreve certo por linhas tortas. Como cautela e caldo de galinha nunca fazem mal a ninguém, o triste homem, mesmo achando a idéia sem eira nem beira, achou melhor analisar com calma, tintim por tintim, todas as opções que tinha. Como a noite é boa conselheira, decidiu que iria tomar uma decisão ao clarear do dia, pois acreditava que a pressa é inimiga da perfeição e que o apressado come cru.

Ao nascer do sol, ele, que sempre acorda cedo porque acredita que Deus ajuda quem cedo madruga tinha chegado a uma conclusão: achou melhor ficar sozinho e explicou aos amigos o porquê. Para ele, não dá para confiar numa criatura que sangra cinco dias todo mês e não morre, por isso, antes só do que mal acompanhado.

Ieia