sábado, 3 de abril de 2010

Refletindo...

No último final de semana, li o livro "Depois daquela viagem", de Valéria Piazza Polizzi. A autora conta sua própria experiência de conviver com o vírus da aids, em uma época que se tinha quase nenhuma informação sobre a doença e o preconceito e a ignorância eram imensos. Valéria pegou aids do primeiro namorado. Ela estava apaixonada e cedeu as investidas dele, que dizia que camisinha não era coisa de homem e, aos 16 anos de idade, naquela época, não tinha argumentos contrários a oinião dele.

Muitos anos depois, é possível dizer que as coisas já não são mais como eram. O preconceito ainda existe, mas já se conhecem as formas de transmissão da doença, além disso, sabe-se que não são portadores somente gays e viciados em drogas. O perigo está em todo lugar!

Entretanto, uma coisa ainda continua igual... a relação da escola com a doença, que continua quase inexistente. A escola torce para que nunca tenha casos da doença, enquanto os "casos" torcem para não serem descobertos, porque sabem o preconceito que os aguarda. É compreensível a posição da escola, no que tange à preocupação com os demais alunos, mas essa preocupação deveria transformar-se em conscientização - a escola é o melhor transmissor de ideias que o jovem pode ter.

A escola precisa parar de fazer de conta que os adolescentes não fazem sexo. Eles fazem e os que não fazem pensam em fazer. Seria importante que os professores abordassem o tema "sexualidade" com o respeito que merecem e se não forem gabaritados o suficiente, ou não se sentirem confortáveis em tratar de assuntos tão íntimos, a escola deveria promover debates e/ou seminários com pessoas especializadas.

O jovem precisa pensar a respeito das coisas que faz e saber que suas ações tem consequências, que podem ser boas ou ruins, e no caso do sexo, precisa saber que pode ter somente prazer, se tomar as precauções adequadas. O jovem esquece... e na era da informação imediata através dos meios tecnológicos em constante evolução, a escola não se posiciona, na maioria das vezes, por considerar que não é por falta de informação que o jovem deixará de se prevenir. Mas o que o jovem olha quando acessa a internet, por exemplo? Sites educativos sobre sexualidade? Mais fácil a pornografia... Ele precisa entrar em contato com a informação e a escola precisa começar a fazer o seu papel de educar para a vida.

By Ieia


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