sexta-feira, 23 de abril de 2010

Receita da felicidade...


Lembro de ouvir pelo menos umas mil vezes que para ser plenamente feliz não se deve deixar de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Posso dizer, hoje, que já fiz as três coisas e que a sensação de felicidade é real!

As três experiências, apesar de extremamente diferentes, possuem características comuns.

Ter um filho foi a viagem mais emocionante que já fiz. Uma viagem só de ida para a renúncia, a doação e o amor desmedido.

Plantar uma árvore é algo sublime. A simples ação de cavar um buraco e colocar uma muda dentro e depois regá-la e acompanhar seu crescimento é algo emocionante, que dá a sensação de ser importante para a realização de algo concreto e a certeza de que se está fazendo parte de algo que julga correto.

Escrever um livro é uma coisa sensacional para quem ama ler desde que se lembra. Representa o poder de transformar tudo que sempre se teve vontade, em realidade. De colocar na boca dos personagens as palavras exatas. Quem nunca ficou frustrada com o final de uma história? Com a morte de um personagem ou com as palavras de amor não ditas no momento certo? Quando se é o criador, se pode tudo... a sensação é de ser um pouco Deus! Isso mexe com os brios e dá a sensação de ser indestrutível, imortal e completamente alheio a qualquer vontade que não seja a própria.

O que une essas três ações é o substantivo "doação". Sem isso, nenhuma dessas conquistas seria possível. É preciso esforço, dedicação e amor para conseguir plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Vinha pensando em postar algo sobre o assunto desde que o registro do livro "Rosa-dos-ventos", escrito em parceria com minha cunhada, Maria, chegou. Espero que o sonho não se encerre aí. Que a muda possa crescer e virar uma linda árvore, que meu filho cresça e conquiste tudo que for importante para ele e que o livro seja publicado e que conquiste o mundo.

Sonhar não faz mal a ninguém e é melhor sonhar e tentar realizar do que não se permitir sonhar e viver na certeza do fracasso!

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